“Sudário de Cândido Rodrigues”: imagem da face de Jesus crucificado em calçada surpreende moradores e repercute nas redes sociais

“Sudário de Cândido Rodrigues”: imagem da face de Jesus crucificado em calçada surpreende moradores e repercute nas redes sociais

Última atualização em 20/10/2026, 10h29min por A Trombeta

Formação no concreto, que lembra o rosto de Cristo com uma coroa de espinhos, foi percebida por uma moradora na noite de domingo (18) e continua visível na Rua Brasília. Episódio desperta curiosidade e manifestações de fé.

Uma imagem que se assemelha à face de Jesus Cristo crucificado, aparentemente com uma coroa de espinhos, vem despertando curiosidade, manifestações de fé e repercussão nas redes sociais em Cândido Rodrigues. A formação está localizada em uma calçada na Rua Brasília, defronte ao número 390, e foi percebida na noite de domingo, 18 de outubro, pela moradora Maria Rosa Quérico.

A imagem é formada por manchas, fissuras e contornos irregulares no concreto desempenado, enquanto um acúmulo de folhas secas, na parte superior, lembra uma coroa de espinhos. O conjunto remete às representações tradicionais de Jesus crucificado, com a cabeça inclinada e a coroa sobre a testa.

A semelhança visual também pôde ser observada pela reportagem de A Trombeta, que esteve no local na manhã desta terça-feira (20), constatando que a formação permanecia visível mesmo sob a luz natural.

A curiosa imagem, que pode ser simbolicamente chamada de “Sudário de Cândido Rodrigues”, remete ao conhecido Sudário de Turim, tecido que apresenta a figura de um homem e que, por tradição religiosa, é associado à imagem de Jesus Cristo.

Um clarão azul e a descoberta da imagem

Maria Rosa Quérico passava pela Rua Brasília, na noite de domingo, por volta das 20h40, quando, segundo seu relato, percebeu um clarão azulado que teria iluminado uma calçada, defronte ao número 390. Ao observar o local, identificou uma formação que lhe pareceu semelhante à face de Jesus Cristo crucificado.

“Foi domingo, vinte para as nove da noite. Aí olhei para a Lua, desceu um clarão azul e refletiu direto na calçada. O local que refletiu a luz, a face dele permanece até hoje. Tá nítida”, contou à reportagem.

Embora passe pela mesma calçada há muitos anos, Maria afirmou nunca ter percebido qualquer imagem semelhante. Surpresa com o que observou, resolveu fotografar o local e compartilhar o registro com familiares.

“Eu mandei a foto para minha irmã e falei assim para ela: ‘O que você vê nessa foto?’ Ela falou: ‘Jesus, a face de Jesus’”, relatou.

A fotografia também foi enviada ao grupo da família e, segundo Maria, os demais familiares igualmente identificaram uma semelhança com o rosto de Cristo.

Católica, a moradora interpreta o episódio como uma manifestação de significado espiritual. “Eu acho que não foi um sinal só para mim. Eu acho que foi um sinal para todo mundo. Porque, se o sinal fosse só para mim, eu acho que ele teria me mostrado a imagem dele e teria sumido. Mas ele permanece. Então, todo mundo vê”, afirmou.

Maria também contou que ficou assustada com o clarão e surpresa com a imagem que encontrou. Inicialmente, chegou a questionar a própria percepção, mas se sentiu mais segura quando familiares também reconheceram a figura na fotografia.

Imagem continua visível mesmo à luz do dia

A primeira fotografia foi registrada pela própria Maria Rosa na noite de domingo, quando ela afirma ter presenciado o clarão azulado que chamou sua atenção para a calçada. No registro noturno, a iluminação pública confere tonalidades amareladas à superfície do concreto.

Na manhã desta terça-feira (20), a reportagem de A Trombeta esteve no endereço e constatou que os contornos associados pelos moradores à face de Jesus permaneciam visíveis mesmo sob a luz natural.

A composição é formada por manchas e fissuras do concreto desempenado, além de folhas secas acumuladas na parte superior, sugerindo visualmente uma coroa de espinhos.

As fotografias feitas em momentos distintos mostram a mesma região da calçada, embora não permitam determinar há quanto tempo a formação existe ou estabelecer uma relação entre sua aparência e o clarão descrito pela moradora.

Moradores manifestam surpresa e emoção

A repercussão do episódio despertou a atenção de outros moradores. Ângela Delprá, residente em Cândido Rodrigues, contou que soube do ocorrido e resolveu conferir pessoalmente a imagem na manhã desta terça-feira. “Ontem eu trabalhei, né? Agora de manhã já vim, passei para dar uma olhadinha e tô arrepiada. Tô impressionada com tudo isso”, declarou à reportagem.

Roseli Furio da Silva, que mora em frente ao local onde está a imagem, também manifestou surpresa e atribuiu à formação um significado religioso.

“Eu acho impressionante, porque, no meu modo de ver, é uma visão. Deus está avisando o povo, porque o povo está muito sem fé, né?”, comentou. Para Roseli, o episódio representa um convite à reflexão sobre a fé.

Entre a fé, a natureza e a percepção humana

A imagem observada na Rua Brasília resulta visualmente da combinação de diferentes tonalidades, manchas e fissuras presentes no concreto, acompanhadas pelo acúmulo de folhas secas que lembra uma coroa de espinhos.

A semelhança com o rosto de Cristo chama a atenção pela disposição desses elementos, especialmente quando observados em conjunto.

A identificação de rostos, figuras humanas ou objetos conhecidos em manchas, sombras e superfícies irregulares é chamada de pareidolia, fenômeno de percepção visual pelo qual o cérebro reconhece padrões familiares em formas aparentemente aleatórias.

Embora essa seja uma possível explicação para a semelhança percebida pelos observadores, não há uma avaliação técnica que determine a origem específica das marcas presentes na calçada. Também não há comprovação de relação física entre o clarão azulado relatado por Maria e a formação.

Independentemente das diferentes interpretações, o episódio chama a atenção pela associação entre os elementos naturais presentes no piso e uma das imagens mais conhecidas da tradição cristã.

Para alguns moradores, o que se vê na calçada representa uma mensagem de fé; para outros, uma curiosa coincidência formada pela ação do tempo e da natureza.

Enquanto o assunto repercute nas redes sociais, a imagem permanece visível na Rua Brasília, em Cândido Rodrigues, despertando curiosidade e diferentes interpretações sobre o que já pode ser chamado, simbolicamente, de “Sudário de Cândido Rodrigues”.

Imagem de capa: A Trombeta

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