Anvisa aprova registro de vacina e de medicamento contra Covid-19

Anvisa aprova registro de vacina e de medicamento contra Covid-19

Última atualização em 18/03/2021, 06:18h por A Trombeta

Remdesivir tem registro aprovado para tratamento em hospitais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta sexta-feira (12), a aprovação do primeiro medicamento com indicação em bula para tratamento de pacientes infectados pela covid-19, o antiviral rendesivir.

A mesma medicação, da biofarmacêutica americana Gilead Sciences, também foi aprovada no ano passado para uso como medicamento oficial para o tratamento da covid-19 pela Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano equivalente à Anvisa.

Desenvolvido para combater o ebola, o remdesivir é um antiviral que já havia apresentado bons resultados para tratar pacientes infectados pelos outros coronavírus causadores da Sars e da Mers. O medicamento já vinha sendo utilizado nos EUA para tratar pacientes graves com covid-19. Por lá, a substância foi autorizada pelo FDA (órgão regulador do país) para essa finalidade desde o dia 1 de maio de 2020. Segundo a Gilead Brasil, fabricante do medicamento, estudos como a pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional Americano de Saúde (NIH, na sigla em inglês), feita com 1.063 pacientes nos EUA, na Europa e na Ásia, demonstraram que pacientes hospitalizados que receberam o remdesivir se recuperaram cinco dias mais rápido, em média —e pacientes com doença grave, sete dias mais rápido

Vacina de Oxford

No anúncio, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da agência, Gustavo Mendes, disse que a Anvisa também concedeu o registro definitivo à vacina da AstraZeneca/Oxford, que já tinha autorização para uso emergencial no país, assim como a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

O primeiro imunizante a obter o registro definitivo no Brasil foi o da Pfizer.

Com a liberação, a vacina do consórcio AstraZeneca/Oxford terá uma etapa de produção no Brasil, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A autorização permite que a vacina seja aplicada em maiores de idade.

Desenvolvimento de vacinas

Para ser aprovada, a vacina precisa passar por estágios de desenvolvimento. O estágio inicial é feito em laboratório, com análise do vírus e de moléculas para definição da melhor composição do produto, explica a Anvisa.

Depois, a vacina é testada em animais, que são expostos ao agente causador da doença. Na etapa de estudos clínicos com três fases, são feitos testes em humanos desde que se tenha dados preliminares de segurança e possível eficácia.

Para liberar o registro do imunizante, técnicos especializados da Anvisa revisam todos os documentos para validar a segurança da vacina.

Imagem e texto: Agência Brasil

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