Governo federal reforça combate ao mercado ilegal de celulares com novo sistema de rastreamento

Governo federal reforça combate ao mercado ilegal de celulares com novo sistema de rastreamento

Última atualização em 24/06/2026, 6h44min por A Trombeta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (23) um decreto que torna permanente o programa Celular Seguro, iniciativa criada para combater roubos e furtos de aparelhos celulares em todo o país. A medida também institui o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), plataforma que reunirá informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados.

Durante o anúncio da medida, realizado em São Paulo, Lula afirmou que a nova política deve fortalecer o combate à criminalidade relacionada ao comércio ilegal de celulares e ampliar a integração entre os órgãos de segurança pública.

Segundo o governo federal, o banco nacional reunirá dados provenientes do programa Celular Seguro, registros de boletins de ocorrência das Polícias Civis, operadoras de telefonia, sistemas de segurança pública e bases de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Inicialmente, a plataforma contará com informações de mais de 3,3 milhões de aparelhos cadastrados.

Uma das principais novidades da nova etapa do programa é a implantação do chamado “Modo Recuperação”. Pelo sistema, o número IMEI (código de identificação único de cada aparelho) permanecerá ativo e será monitorado nacionalmente. Caso um celular com restrição volte a ser utilizado com uma nova linha telefônica, o sistema poderá identificar a ativação e iniciar procedimentos para recuperação do equipamento.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, a medida busca atingir toda a cadeia criminosa relacionada aos crimes patrimoniais envolvendo dispositivos móveis.

“O objetivo é combater não apenas o roubo e o furto, mas também o mercado ilegal que se beneficia da revenda desses aparelhos”, destacou.

Outra novidade será a disponibilização de uma ferramenta pública de consulta. Antes de adquirir um celular usado, o consumidor poderá verificar gratuitamente, por meio do aplicativo ou do portal do Celular Seguro, se o aparelho possui alguma restrição.

A consulta será realizada por meio do número IMEI e apresentará apenas duas situações: “Sem Restrição” ou “Com Restrição”. A expectativa é que a medida ajude a reduzir a comercialização de aparelhos provenientes de crimes.

A tecnologia que serviu de modelo para a iniciativa federal já vem sendo utilizada em estados como Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará.

Dados do Ministério da Justiça apontam que aproximadamente um milhão de celulares são roubados ou furtados anualmente no Brasil com registro em boletim de ocorrência. O governo acredita, porém, que esse número pode ser ainda maior devido à subnotificação dos casos.

Além de facilitar a recuperação dos aparelhos, a iniciativa busca conscientizar a população sobre os riscos da compra de celulares sem procedência comprovada. A expectativa é que a redução da demanda por equipamentos irregulares contribua para enfraquecer o mercado ilegal e, consequentemente, os crimes relacionados a esse tipo de produto.

Imagem de capa meramente ilustrativa: Pixabay
Conteúdo produzido tendo como fonte portal Agência Brasil

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