Presidente da câmara de Fernando Prestes é vitima de crime virtual

Presidente da câmara de Fernando Prestes é vitima de crime virtual

Última atualização em 14/12/2021, 7h13min por A Trombeta

O vereador Geraldo da Silva, atual presidente da Câmara Municipal de Fernando Prestes foi vítima de crime virtual aplicado pelo WhatsApp.

O fato delituoso aconteceu na última terça-feira, 23/11, quando foi disseminado através do aplicativo uma mensagem em que aparecia um print de tela de uma suposta conversa entre o vereador Geraldo da Silva e uma outra pessoa (interlocutor). No dialogo printado há 15 mensagens de textos, onde constam críticas de cunho racista e políticas supostamente feitas por Geraldo ao seu colega, o também vereador Arnaldo de Jesus.

O presidente disse a conversa é falsa e nega veementemente que tenha participado do dialogo veiculado e afirma ter excelente relacionamento tanto político quanto social com o vereador Arnaldo de Jesus. “Moramos na mesma cidade (ambos residem no distrito de Agulha), somos amigos de longa data e jamais faria um comentário dessa natureza seja do Arnaldo ou de qualquer outra pessoa” disse Geraldo. Outro fato que desanda a ideia de atribuir a falsa conversa ao vereador é que normalmente ele envia mensagens em áudios pelo whatsapp e não em texto como a sugerida pelo print.

A propagação desse print de tela nos grupos e contas individuais do WhatsApp foi feita por um número desconhecido (11) 95359-8794. Além do print com a suposta conversa do vereador Geraldo da Silva, o criminoso postava um breve cabeçalho com os seguintes dizeres “OLHA O PRECONCEITO DESSE CARA!! Detonando seu parceiro da câmara”.

Diante do fato, o vereador Geraldo registrou Boletim de Ocorrência para que o crime seja investigado e apurado pela polícia.

Crimes e outros golpes

O engenheiro de software Luiz Madeira disse que crimes dessa natureza são corriqueiros na internet e principalmente nas redes sociais. Quanto ao caso em questão disse que é possível sim a polícia descobrir a autoria da propagação da captura de tela. Lembrou no entanto, que isso pode demorar um pouco devido a legislação não ser tão clara e precisa quanto a crimes cibernéticos.

Madeira falou que no caso do Geraldo foi uma ação criminosa especifica e direcionada ao parlamentar com a finalidade de denegrir sua imagem perante a sociedade e seus correligionários.

Golpe no WhatsApp – Os criminosos descobrem o número do celular e o nome da vítima de quem visam clonar a conta de WhatsApp. Quando eles têm essas informações, tentam cadastrar o WhatsApp da vítima nos aparelhos deles. Para que a operação seja concluída, é necessário inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo.

Os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente do site de vendas ou da empresa em que a vítima tem cadastro. A partir daí, eles pedem o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro, por exemplo. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular, têm acesso a todo o histórico de conversas e contatos. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos, passando-se pela pessoa, pedindo dinheiro emprestado.

Como evitar: Proteja seu WhatsApp de invasões e clonagens. Nas configurações do aplicativo, clique em “Conta”, depois em “Confirmação em Duas Etapas” e ative essa funcionalidade de segurança com uma senha. Você diminui a chance de golpistas roubarem seu número. E nas configurações de privacidade, deixe a sua foto de perfil pública apenas para os seus contatos, assim ninguém a utiliza para golpes. Nunca compartilhe o código de segurança. E caso receba mensagens de parentes ou conhecidos pedindo dinheiro emprestado, confirme a identidade de quem está do outro lado.

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