Diário de um caminheiro em 300km no Caminho da Fé

Diário de um caminheiro em 300km no Caminho da Fé

Última atualização em 10/02/2022, 7h12min por A Trombeta

Por José Saul Martins*

A narrativa a seguir é o agrupamento de pequenos textos produzidos diariamente durante o trajeto do Caminho da Fé entre Águas da Prata-SP a Aparecida-SP, que percorri entre os dias 03 a 13 de janeiro de 2022. Pelo roteiro oficial no site do Caminho da Fé o trecho que fizemos tem 295 quilômetros, no entanto pela marcação que registrei chega a 300. A diferença pode estar no trecho urbano de Andradas e Campos de Jordão, levando em conta nossos locais de pousos e os sugeridos pelo portal oficial. Nas publicações originais constavam 10 imagens cada post (limite do Instagram), sendo nove do trajeto e uma relacionada ao marketing digital de Legus Agroindustrial, empresa que apoiou essa empreitada. O espaço temporal foi mantido com o intuito de preservar o “calor do momento” (dúvidas, medos e dores), mas outras imagens foram inseridas.

DIA 1 – OLIVEIRAS DE MINAS

Águas da Prata-SP a Andradas-MG –  03/Jan 32,3km

Tive notícia que a região está produzindo um azeite de ótima qualidade. Nossa! Aqui por essas bandas na Serra da Mantiqueira. Sim. Vimos isso no primeiro dia de 32 km entre Águas da Prata-SP a Andradas-MG.

Chegamos ontem no município paulista. Saímos hoje após o café. Pessoal de Votorantim (Zelão, Pinguim e Silvio) e Bragança Paulista ( Kleber). Todos veteranos no caminho, exceto eu e o Kleber. Trecho pesado, mas aliviado pelas piadas do Pinguim, confirmadas pelo Silvio, sobre as subidas. “Só mais essa” (risos). Não sei o que é mais foda, as subidas ou as descidas. Subidas cansam e as descidas estouram as unhas dos pés. Para variar no declive de quase 10 km para Andradas pegamos uma chuva que molhou até a alma. Mas valeu muito a pena. Visual MARAVILHOSO sem contar os contatos com outros caminheiros e caminheiras. Um garoto de 14 anos de Alta Floresta-MT e até agora, o mais velho,  o Silvio do meu grupo com 65 anos e uma experiência fantástica. Amanhã vamos até Ouro Fino com 42 km de estrada. Mas aí é outro dia e nova história.

Dia 2 – SE COCHILAR PAGA O POUSO

Andradas-MG – Ouro Fino-MG –  04/Jan 41,74km

Ainda de madrugada saímos de Andradas e nem café tomamos. O destino previsto era e foi Ouro Fino a 41 quilômetros. No entanto, a empreitada era duríssima. Tínhamos a Serra dos Limas e Morro do Sabão pela frente. A primeira é um aclive tão íngreme que até ganhou o asfalto: 1,5km. A segunda talvez, um pouco menor em extensão, nem precisa falar do apelido: Morro do Sabão. Por sorte a chuva rodeou, mas chegou só quando chegávamos ao nosso destino. Se chovesse só tatu de chuteira para subir.

Paisagens cinematográficas e pessoas fantásticas. Dona Natalina e seu Bento, com uma simpatia gigante nos serviu café e pão com ovo. O Zacarias fez nosso almoço em sua pousada quase chegando em Crisólia e contou uns “causos” cabeludos e brincou com o Zelão que estava deitado no chão esticando a coluna – olha aqui nem precisa dormir viu, se cochilar já paga uma diária. Rimos muito.

Amanhã é dia de trecho e talvez com chuva. Ganhei duas bolhas nos pés e cheguei 8-10 na escala de dificuldade. Um bagaço.

Chegaremos lá. Cumprimos 73 km dos 300 previstos.

DIA 3 – CONHAQUE COM GARAPA

Ouro Fino-MG – Borda Mata-MG – 05/Jan 30 km

Dona Teresa é a dona da Pousada do Kiko. Ela é esposa do Kiko. Saímos de Ouro Fino após o café nos despedindo do “Menino da porteira”. Com duas bolhas no pé esquerdo rumamos a Inconfidentes. Cidade linda sem contar o pastel de fubá do seu Mauro e as árvores enfeitadas com crochê. Foi mais um trecho duro, com barro e chuva.

Guardar a capa e recolher a capa. Puta que o pariu.

Dona Teresa e o Kiko nos recepcionaram oferecendo uma garapa, mas precisávamos almoçar.

-minutim que vou ajeitar uma comida procês.

Depois de nos servir descontraidamente disse que curtia garapa com conhaque. Rimos até. Acabou o café de Andradas e veio o gado, milho de Inconfientes. Chegamos a Borda da Mata no hotel do Gustavo (Hotel Virginia) só a capa da gaita. Eu com mais três bolhas no pé esquerdo. Amanhã é dia de Tocos de Mogi. Outra história.

DIA 4 –  SOLIDÃO E REFLEXÕES

Borda Mata-MG – Tocos de Mogi-MG  – 06/Jan 20 km

Meu grupo original foi desfeito. Devido a agenda do Zelão em Votorantim estávamos caminhando além do meu limite e como não poderia ser estorvo a eles, nos despedimos sob os olhos marejados de todos em Borda da Mata. Tomamos café juntos às 5h e comuniquei minha decisão de caminhar só e deixá-los mais rápidos. Muitas bolhas surgiram em meus pés e percebi que era um problema a eles que precisavam fazer o trajeto mais ligeiro.

Recalculei minha rota como faz a “mocinha” do GPS e resolvi fazer em mais tempo e andar menos km por dia para aliviar meus pés.

Comprei uma sandália tipo papete para em caso de chuvas intercalar com meu tênis. A loja em Borda da Mata abriu às 9h. Putz. Saí sozinho rumo a Tocos de Mogi. Encontrei bikes e outros peregrinos. Mas estava só. Nesse trajeto entre o pisar firme no pedregulho da Mantiqueira e segurando os dois cajados vim refletindo muito sobre tudo. A vida, os desapegos, as dores, os amores, a família, o papo com o casal de bike no pseudo almoço no “Trem bão”, as bolhas, as dores nos pés, o que somos (nada), a investida do boi carreiro na estrada, felicidade, meu Crohn, torcendo para não chover (mas agora se chovesse daria um foda-se tinha a papete), os morangos e o que falar com a Nossa Senhora quando estiver na frente dela. Reflexões solitárias. Foi bom caminhar só. As bolhas.

Cheguei em Tocos as 15h30 e a dona Rosária me recebeu parecendo que me conhecia há 10.000 anos ( talvez sim). Ela mostrou o aposento que eu ficaria na Pousada do Peregrino e pediu que eu queria jantar. As 19h.

Curei as feridas nos pés e fui prosear na pracinha com outros caminheiros. Falei d’A Trombeta (lógico) e da 101 FM. Jantei e esperando não amanhecer chovendo. Amanhã rumo a Estiva. Com ou sem chuva. Agora tenho a papete…kkkk.

DIA 5 – O NOVO GRUPO E BOLHAS CONTROLADAS

Tocos de Mogi-MG – Estiva-MG  – 07/Jan 21,57 km

Ontem a tarde antes do jantar na Pensão do Peregrino da dona Rosária e seu Mauro estive a prosear com Silvio, Claudio e Caim, todos do Paraná, com quem já tinha falado pelo caminho. Pedi a eles que horas sairiam hoje de Tocos. As 5h. Posso ir com vocês? Claro.

Hoje foi um dia bem legal. Sem bolhas a mais…kkk. Chegamos cedo em Estiva e aproveitei para conversar com os moradores. Os morangueiros do Theodoro, um bairro rural e também é a denominação de uma subida tão íngreme e longa que brinquei com o Silvio – isso não é uma caminhada é uma escalada.

Mais a tarde conversei também com João Ferreira, senhor de 84 anos poeta, fazendeiro – quem toma conta agora das minhas vaquinhas é meu filho – e trovador de Estiva. No caminho também paramos numa venda no caminho, do Afonso e comemos broa de cocô.

Amanhã é dia de enfrentar mais 20 km, o Morro do Caçador e chegar a Consolação. Mais um dia no Caminho da Fé.

DIA 6  – O CÉU ESTÁ CINZA

Estiva-MG /Consolação-MG  – 08/Jan 19,5 km

Desde quarta-feira, dia 5, que o tempo está carrancudo e acabrunhado. São raros os momentos de céu azul. Apesar de não ter levado chuva no lombo de maneira significativa desde terça-feira. O tempo arma e as nuvens carregadas se misturam com o topo das montanhas verdes. Coloca a capa e tira a capa para não molhar a tralha na mochila, mas os pés…ah! os pés. Sabe aquele dedinho mindinho que sempre nasce uma unha estranha? Aquele dedo deve ser tratado com todo o carinho como todas as partes do corpo. Uma bolha nele faz a gente entender isso…kkk

O trajeto entre Estiva e Consolação, um pequenino município mineiro o caminheiro tem de enfrentar o malfadado (fdp) Morro do Caçador com uma subida íngreme de 4 km de escorregões e lindas paisagens. Isso compensa tudo aliviado pelo suor que banha o corpo.

Uma das tantas coisas que percebi nesta saga doida é que nossa sensibilidade aflora de tal forma que por pouca coisa as lágrimas misturam ao suor e nos faz repensar em nossa existência.

Falemos de risos. O Caim, um dos membros do grupo que me adotou, logo no início da subida do Morro do Caçador, que é menos acentuado em seu aclive brincou – nossa essa é a subida brabona que tanto falaram. Morrico chinfrim – mal sabíamos dos desígnios da natureza e o trem ( parecendo mineiro já…kkk) envergou para cima. Culpa do Caim que foi zoar o Morro do Caçador.

Chegamos por volta das 12h a Consolação. Metade do caminho. Amanhã é dia de chegarmos a Paraisópolis. Será um grande dia. Com chuva ou sem chuva vamos caminhando e festejando a vida de podermos estar aqui.

DIA 7 – O FELIZ ANIVERSÁRIO 

Consolação-MG – Paraisópolis-MG – 09/Jan  21 km 

Não é todo dia que fazemos aniversário e hoje completo 57 anos. Tão intenso, sensível  e extasiante como meus 50 anos. 

Saímos pela manhã de Consolação rumo a Paraisópolis percorrer mais 21 km do Caminho da Fé. Tempo estava acabrunhado novamente e resolvi usar a famosa papete…kkk. 

Não choveu forte e colocamos a capa apenas quando já estávamos chegando a Paraisópolis. Neste domingo de aniversário tudo fechado por aqui. Cidade tranquila e bem cuidada. A Pousada da Praça está em um prédio que remete a 1885, misturado com ampliações recentes.

Os medos se misturam com a certeza que chegaremos em Aparecida na próxima quinta, serão mais cinco dias de passos e contemplações. Amanhã e depois vamos vencer a subida mais  íngreme  e alta de todo o trajeto: Luminosa. Que venha.

DIA 8 – 400 METROS MAIS LONGOS DA VIDA

Paraisópolis-MG / Luminosa-MG – 10/Jan 28,5 km

Saímos de Paraisópolis às 5h após a oração comandada pela Eliana, esposa do Caim e seguimos na penumbra matutina com os picos das montanhas esfumaçadas, pintadas pelas casinhas dos sítios e fazendas do sul de Minas Gerais. Antes entrevistei o Cláudio ( do novo grupo que me adotou) para o Jornal 101FM.

Nosso destino foi Luminosa, um pequeno distrito de Brazópolis. 28 quilômetros a vencer e para desapego um terço do trecho da famigerada subida com 2 mil metros de altitute. Fui bem com minha papete, mas o barro judiou muito. Que saudade de uma chuteira (kkk).

Passamos por Luminosa no início da tarde e pegamos uma marmita que quase ficou pelo caminho. Pelo batido da carruagem amanhã promete osso no restante da subida e o caminho até Campos do Jordão. Dona Inês fez vaca atolada para mais de 30 hóspedes jantarem. Conheci pessoas, o Fausto com seu pitoco de nome Junior, seu pai Vitor, o de grupo manauaras que tomaram umas 20 Heineken e outras pessoas sensacionais. As dores parecem que abrandaram apesar de mais uma bolha no dedinho do pé esquerdo. Antes de chegar na pousada havia uma placa que faltava apenas 400 mts. Como foram longos. Costurei e passei própolis para o desafio de amanhã. Outro dia.

DIA 9 – O PIOR DIA DO CAMINHO

Luminosa-MG / Campos do Jordão-SP – 11/Jan 34,7 km

A chuva leve caiu a noite toda na Pousada da Dona Inês. Acordei às 3h e às 4h acendemos as luzes do quarto coletivo que estávamos alojados. Esparadrapo nos pés, hipoglós nas virilhas e adjacências para não assar. Tinha que romper 9km do restante da Serra da Luminosa e nesse trajeto 5km totalmente íngreme e com a chuva lisa de arregaçar. Saímos às 5h em ponto. Escuro ainda e caía um chuvisqueiro para ferrar ainda mais. Logo de cara dei uma rodada e achei que pararia no sopé da malfadada serra. Muitos peregrinos subiam pela estradinha escorregadia. Um senhor disse em tom professoral para eu usar o cajado como apoio. Mava? Como segurar numa vara de bambu quando os dois pés escorregam. Mavá. Concordei com ele o que já sabia. Seguimos subindo.

Mais a frente subia com a Dani, esposa do Silvio, que estão no grupo que me adotou, quando o senhorzinho “conselheiro” rodou. A Dani estava mais perto e deu o cajado dela para ele segurar. Eu disse num tom com uma pitadinha de vingança – segura firme o cajado que o senhor não escorrega (alma lavada literalmente pela chuva que caía). Tive medo de queda de barreira. Muitas pelo caminho. Foram muitas rodadas e mão na lama e a sensação de que não conseguiria. Conseguimos todos chegar ao topo. Sob chuvisqueiro chegamos no meio da tarde em Campos do Jordão. A dificuldade devido a Serra de Luminosa foi de 15/10 numa escala de 1/10 (risos). Amanhã é dia de descer até Pedrinhas e mais um dia chegaremos a Casa de Nossa Senhora Aparecida. Outras histórias.

DIA 10 – TODAS AS ESTAÇÕES 

Campos do Jordão-SP / Pedrinhas-SP  – 12/Jan  28,7 km 

Sabe o senhorzinho do cajado do texto  do nono dia?  E não é que ele dormiu na mesma pousada que eu, no beliche debaixo da minha em Campos. No café da manhã falou sobre meu texto e lembramos dos tombos da Luminosa e rimos muito. Seu Alcides de 78 anos. 

Quase escuro saímos de Campos do Jordão rumo a Pedrinhas e sua famosa descida de 10km. Descida “brabona”, não é declive manso não.  O líder de nosso grupo seu Claudio (terceiro caminho) disse que precisaríamos torcer para não chover.   O Caim brincou se ele tinha mandado um zap a São Pedro – mandei mas ele ainda não visualizou – mas acho que recebeu o recado e não  choveu (forte). 

Foi um trecho tranquilo sem muito  sofrimento  mas tivemos frio, neblina, chuva, sol na chegada e calor. E tira a capa. Peguei um ranço dessa capa (kkkk).

O trecho de hoje tem pouco suporte e quando as “meninas” ficam de arribada é para usar o “banheiro”. Fui adotado pelo grupo composto por três casais sensacionais: Cláudio/Neide, Caim/Eliana e meus auxiliares nas fotos o Silvio/Dani. 

A neblina prejudicou um pouco as fotos, mas capturamos boas imagens.  No trecho final falei com a Neide que contou um cadim de sua vida. Ela e o Cláudio perderam um filho de 30 anos para a Covid neste ano de 2021. Chorei em surdina por eles. (Acho que ela não percebeu. Acho). Comemos pão com ovo no km 20 e chegamos a pousada após mais 8 mil metros de caminhada. Amanhã chegaremos ao nosso destino andando mais 20 km.

DIA 11 – A CHEGADA

Pedrinhas-SP – Aparecida-SP  – 13/Jan 22 km

Devido a problemas com a internet, a resenha do último dia está saindo hoje, dia 14/01. Após 10 dias de caminhadas (e escaladas) pela Serra da Mantiqueira, na última etapa pegamos o que se pode dizer o tal do “mamão com açúcar”. De Pedrinhas até Aparecida é uma reta plana. Nosso grupo tinha combinado de sair as 5h30, mas como pernoitei em outra pousada um pouco mais adiante, tinha uns 10 minutos de vantagem. Eles ficaram na Pousada do Seu Agenor e eu na da Dona Eliete, no povoado de Pedrinhas. Na noite do dia 12 tomei um trago de uma pinga boa que o Pontes, esposo da Eliete e primo do sanfoneiro Clovis Pontes, me dera e, em seguida jantei e dormi o sono dos justos. Acordei as 4h30 acomodei as bolhas já em processo de cicatrização e cuidei dos pés.

Logo o grupo apontou e seguimos pelo Caminho da Fé. Muitas pastagens e ao longe as serras que deixamos. Na estrada cruzamos com uma boiada, a segunda que encaramos. Subimos em um barranco por segurança e esperamos ela passar (adivinhem se não pisei num olheiro de lava-pés…kkkk). Seguimos e começamos avistar a torre do santuário. Antes passamos por Potim, vizinha de Aparecida. Uma cidade, pelo menos a primeira vista, na rua que passamos muito abandonada com muito lixo jogado nos terrenos baldio. Juro que vou ligar na prefeitura de lá e perguntar se os coletores estão em greve.

Passamos pela ponte sobre o Rio Paraíba do Sul e a emoção foi aumentando. Chegamos no pátio principal do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida as 11h em ponto. Estava bem tranquilo. Poucas pessoas. Visitamos a imagem em seu nicho e em seguida o grupo foi desfeito. Choros, soluços e abraços apertados. O Caim e Eliana ainda ficariam em Aparecida mais um dia, o Claudio e a Neide foram para Guarulhos tomar o avião para o nordeste e, o Silvio e a Dani foram para São Paulo e em seguida para Itapetininga, onde tinham deixado o veículo.

Almocei e fui à rodoviária aguardar o busão que saiu às 19h rumo a Catanduva. Antes de embarcar ainda jantei com o Kleber, um dos parceiros do meu primeiro grupo e também me despedi do seu Alcides (isso o ancião conselheiro do cajado nas rodadas e tombos da subida da Luminosa). As 4h desta madrugada cheguei a Fernando Prestes com a certeza de ter feito o melhor. Outras histórias virão.

*José Saul Martins – Jornalista diretor do jornal e site A Trombeta

Compartilhar

Um pensamento sobre “Diário de um caminheiro em 300km no Caminho da Fé

  1. Zé Saul, quase cheguei compara Los aos bandeirantes do passado, entretanto, naquela época não existia meios de mobilidade que temos hoje, eram obrigados a desbravar. Vocês, tendo todos os recursos atuais, demonstraram coragem, perseverança, atitude e fé.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.